ESCÂNDALOS NA GALP
 

A Galp é, segundo dizem, uma das maiores empresas portuguesas, ainda que a operar também internacionalmente nomeadamente em Espanha onde vende o combustível muitíssimo mais barato que em Portugal. Foram amplamente noticiados as descobertas petrolíferas no Brasil com a consequente valorização das acções em Bolsa.

 
Será isto justificação para que o vencimento dos seus administradores seja, em média, 1 200 (mil e duzentos) euros ... por DIA? E isto fora as mordomias.
 
Murteira Nabo, Ferreira de Oliveira, Fernando Gomes, Figueiredo Brito são alguns dos "eminentes" socialistas que gerem os destinos da Galp e, ao mesmo tempo, enchem os bolsos.
 
Mas há mais. Tome conhecimento a seguir de algumas das escandalosas situações de remunerações na Galp. Os valores em si, apesar de obscenos para o país em que vivemos, são o menos grave. O mais grave é a promiscuidade entre o poder político e o poder económico. Já que a comunicação social não divulga estas coisas, divulgamos nós.
 
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia (esse mesmo que agora se diverte a aumentar-se em 118% por causa dos lucros da monopolista EDP) e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes.
 
O filho de Miguel Horta e Costa, recém-licenciado, entrou na GALP com 28 anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais.
 
Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6.350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.
 
Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário (?) por 8.000 euros/mês.
 
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros mensais e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
 
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo era remunerado de forma simbólica: 3.000 euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros.
 
Estas são algumas que chegaram ao conhecimento do publico. Outras há, com certeza, mas estão no segredo da "douta" administração.
 
A administração que, na assembleia geral de accionistas realizada em 6 de Maio, viu a sua actuação premiada com um voto de louvor ao Conselho de Administração e ao Órgão de Fiscalização, bem como a cada um dos respectivos membros.
 
Ainda pergunta porque sobem os preços da gasolina e do gasóleo?
 
Há que manter o conforto e riqueza dos "Senhores" socialistas.