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blog: A pocilga
INCOMPETÊNCIA
 
Basta ler os currículos dos governantes, presentes e passados, para verificar que, na esmagadora maioria dos casos, não têm qualquer habilitação relevante para desempenhar os cargos que ocupam a não ser, claro, o cartão do partido.
 
Membros destacados dos partidos saltam, facilmente, de um Ministério para outro, numa aparente demonstração de uma versatilidade que não possuem.
 
Veja-se o caso, por exemplo, do actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, anteriormente Ministro da Administração Interna de Sócrates e, recuando um pouco mais no tempo, Ministro da Justiça de António Guterres.
 
Vejamos o caso do Primeiro-Ministro, José Sócrates.

Clique aqui para ver o currículo de José Sócrates

 
Todos conhecemos as contradições que envolvem o seu controverso processo de licenciatura em engenharia civil, vindo também a lume os projectos de (má) engenharia civil que, supostamente, elaborou e assinou no distrito da Guarda nos anos 80.
 
Desde 1987 que este destacado socialista se separou de qualquer actividade produtiva e do país real, ocupando apenas cargos de natureza politica.
 
Segue-se a pergunta lógica:
 
Como é que alguém privilegiado, que muito pouco ou nunca trabalhou na vida, distante da realidade do país, da luta diária de quem trabalha ou já trabalhou, das suas necessidades e dos seus anseios, pode ser Primeiro-Ministro?
 
Por ser o secretário-geral do partido socialista?
 
NÃO CHEGA!
 
Os sinais de incompetência do Primeiro-Ministro e do seu governo são expostos diariamente nos órgãos de comunicação social.
 
Os ministros fazem declarações bombásticas sendo de imediato forçados a contra-dizerem-se pela contestação popular e pela força dos factos.
 
Veja-se o que levou à substituição do anterior ministro da saúde e a contestação da quase totalidade dos professores à teimosa ministra da educação..
 
Vejam-se as constantes contradições e recuos do ministro Mário Lino sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa e sobre a terceira ponte sobre o Tejo.

Clique aqui para ver o currículo de Mário Lino

 
Vejam-se as declarações impensadas do ministro da economia, Manuel Pinho, forçado de imediato a remeter-se ao silêncio porque a “crise” está longe de estar acabada.

Clique aqui para ver o currículo de Manuel Pinho

 

Este Manuel Pinho é um exemplo curioso do princípio de Peter ou, usando uma expressão popular, “não deve o sapateiro subir além da chinela”.

 
Um currículo que à primeira vista parece brilhante mas um verdadeiro desastre enquanto ministro da economia.
 
Vejam-se as constantes trapalhadas da ministra da educação para quem os alunos devem passar de ano independentemente de terem tido aproveitamento e, nalguns casos, até mesmo de terem assistido às aulas enquanto, ao mesmo tempo, os professores são penalizados na carreira e objecto de exigentes e aberrantes avaliações.

Clique aqui para ver o currículo de Maria de Lurdes Rodrigues

 
Veja-se ainda a arrogância das declarações do ministro das finanças, Teixeira dos Santos que, na sua ânsia de arrecadar mais e mais impostos e taxas, considera “razoáveis” as pensões de 693 euros.

Clique aqui para ver o currículo de Teixeira dos Santos

 
A tudo isto o primeiro-ministro dá cobertura mesmo que muitas vezes seja obrigado a intervir pessoalmente para esclarecer o que os seus ministros disseram, mas queriam dizer ou que foram mal interpretados.
 
A Assembleia da Republica deveria fiscalizar a acção governativa e impedir os abusos mas, com uma maioria parlamentar amorfa e amestrada do partido socialista que só responde à voz do “dono”, o seu secretário-geral que é também o primeiro-ministro, o governo consegue aprovar no parlamento todas as leis que quer, por mais aberrantes e nocivas para o povo português que sejam. Os deputados do ps deveriam ser chamados, um dia, a prestar contas ao povo português pelo que não fizeram e deixaram fazer nesta legislatura,
 
A maior evidência resulta do tão apregoado saneamento das contas públicas. Segundo Sócrates, conseguiu baixar o défice para menos de 3% do pib mas terá atingido este valor pelas reformas que afirma ter feito no aparelho de estado? Terá Sócrates modernizado o País e a administração pública como afirma?
 
A resposta é, como todos os portugueses sabem, um redondo NÃO.
 
Sócrates e os seus ministros limitaram-se a aumentar a carga fiscal para valores nunca antes pensados, especialmente sobre os trabalhadores por conta de outrem e os reformados, apoiados numa uma máquina fiscal que cobra o que diz que os contribuintes devem e, nalguns casos, até mesmo o que não devem.
 
Quanto às tão apregoadas reformas, limitaram-se a encerrar, de forma atabalhoada e despropositada, serviços de apoio social como maternidades, serviços de urgência, escolas, etc, tudo o que servir para reduzir a despesa imputável no Orçamento de Estado.
 
Na verdade, quando o Ministro das finanças anuncia pomposamente ter reduzido a despesa pública não diz que a conseguiu à custa do encerramento desses serviços fundamentais para o bem-estar dos cidadãos. A verdade é que nada foi feito para tornar o aparelho de Estado mais leve e livre da clientela partidária que preenche os lugares de topo.
 
Que dizer da privatização das estradas? Para que serve? Qual a utilidade para o País e para os cidadãos? Para além de premiar mais um dos “boys” socialistas de ouro e eventual entrega a interesses privados, esta operação serve apenas para anular uma importante parcela de despesa no orçamento.
 
A reforma da Justiça fecha Tribunais por todo o interior do País e põe centenas de criminosos fora das prisões. O apoio judiciário só é concedido a agregados familiares que ganhem menos de dois terços do salário mínimo.
 
A reforma da Educação põe dois terços dos professores na rua em luta contra um sistema de avaliação grotesco enquanto os alunos passam de ano sem que satisfaçam qualquer critério de mérito.
 
A reforma da Saúde aumenta os preços dos serviços em mais de 70%, põe bebés a nascer em ambulâncias e pessoas a morrer nos corredores das urgências dos hospitais sobre carregados. Este aspecto em particular leva a pensar se não devem José Sócrates e os seus sequazes governamentais ser considerados criminosos homicidas e ser presentes à justiça popular.
 
A reforma da segurança social rouba descaradamente os pensionistas que descontaram toda a vida para terem uma reforma decente no fim dos seus dias.
 
O governo fala dos funcionários públicos como sendo os responsáveis pelo défice mas foram os partidos do poder, ps e psd, que criaram as empresas e institutos públicos para distribuir os seus militantes pelos bem pagos lugares de chefia. Naturalmente que, depois, tiveram de pôr lá pessoas para os “servir”.
 
A esmagadora maioria dos trabalhadores do Estado auferem vencimentos baixos e a perder poder de compra de há vários anos a esta parte, tudo em nome da luta contra o défice.
 
Com as novas normas de avaliação ficam os funcionários públicos à mercê do poder discricionário do “chefe” abrindo assim caminho a todo o género de situações e relações dúbias, correndo ainda o risco de ir parar à famigerada “mobilidade especial” e acabar por perder o emprego.
 
Uma situação grave tem a ver com as alterações que o governo Sócrates introduziu no subsídio de desemprego. Do governo psd/cds-pp recebeu uma lei já bastante má, que limita a concessão do subsídio até ao máximo de 30 meses. Não satisfeito com isso, Sócrates altera a lei de modo a que as prestações sejam significativamente inferiores e obriga o desempregado a aceitar qualquer emprego que lhe seja proposto, mesmo que não na sua área de formação e com redução de vencimento que pode ir até 45%.
 
Vindo de um governo que destruiu a economia do país e disparou o desemprego para números antes vistos, esta lei pode até ser considerada criminosa. Quando os desempregados deixarem de receber o subsidio o que vão fazer? Roubar? Pedir esmola? Suicidam-se?
 
A vergonhosa taxa de desemprego, o trabalho precário não especializado e a falta de oportunidades levam a juventude a emigrar e procurar melhores condições de vida no estrangeiro, cortando laços e deixando família e amigos para trás.
 
José Sócrates e o seu ministro das finanças ficariam felizes se pudessem livrar-se dos idosos, reformados, doentes e desempregados. Como não o podem fazer vão deixando morrer hoje um na Beira interior, amanhã outro em Trás os Montes, depois de amanhã mais outro no Alentejo, etc, pensando que escapam desta forma à indignação popular.
 
Não tendo despesas sociais, ficariam com todo o orçamento de estado para a realização de obras públicas que, naturalmente, seriam adjudicadas aos seus amigos.
 
Será tudo isto apenas uma coincidência? A verdade é que tudo se traduz numa simples palavra:
 
INCOMPETÊNCIA
 
E não há propaganda ou mentira que a esconda.
 
O tão apregoado “plano tecnológico”, menina dos olhos de Sócrates e que este coordena directamente, é criticado por notória falta de coerência, de harmonia e de integração entre sectores, para não falar na dificuldade de medição, avaliação e aferição de resultados.
 
Até mesmo o “simplex”, o programa criado para combater a burocracia não está isento de criticas como, por exemplo, a enorme quantidade de papel que obriga a gastar para imprimir documentos quando devia fazer exactamente o contrário.
 
O maior problema é que debaixo de um primeiro-ministro incompetente só pode estar um governo incompetente, a gerir uma administração pública incompetente, tribunais incompetentes, polícias incompetentes, etc. etc. etc.
 
Mas não se pense que a incompetência grassa apenas no partido socialista.
 
Basta olhar para o actual presidente, Cavaco Silva. Enquanto primeiro-ministro, em dez anos de governação, desbaratou milhões e milhões de contos que a Europa nos enviou pelos tão falados “fundos de coesão”.
 
Para se afirmar como o “bom aluno” da Europa, Cavaco Silva destruiu o sector produtivo primário do país, a troco de uns quantos incentivos financeiros para não se produzirem bens e serviços. Eram os tempos em que qualquer psd com um quintal se auto intitulava “agricultor” e recebia para não produzir tomate, uvas, ou o que conseguisse impingir aos outros psds que controlavam a distribuição de dinheiro.
 
Cavaco Silva deixou para a história um país com uma economia básica destruída, um faraónico centro cultural de Belém e algumas auto estradas que os utilizadores têm de pagar (e bem). Na vizinha Espanha, a quase totalidade da rede de autovias construída na mesma altura é gratuita.
 
A actual direcção do psd não difere em nada neste aspecto. Luís Filipe Menezes, enquanto presidente da câmara municipal de Vila Nova de Gaia, criou um enorme défice camarário e a solução que apregoa para o país resume-se a privatizar tudo e mais alguma coisa ou seja, entregar o aparelho de estado nas mãos de empresas privadas cuja única motivação é o lucro.
 
Chegou a altura do povo português se erguer e dizer
 
BASTA DE INCOMPETÊNCIA