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PARTIDOS |
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| Os partidos políticos
são organizações mafiosas que funcionam com o objectivo principal de
ganhar e manter-se no poder de modo a distribuírem lugares, cargos e
tachos pelos seus militantes. |
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| A célebre expressão
de António Guterres dos “jobs for the boys” e os deslizes de outras
figuras do partido socialista afirmando que “ganhámos as eleições para
nomear”, demonstram bem o que se passa a nível partidário. |
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| O Governo
liderado por José Sócrates nomeou, pelo menos, 2373 pessoas em apenas
dois anos de mandato. Contas feitas, este Governo efectuou 22,8
nomeações por semana, mais de 4 por cada dia |
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| O Governo
de Durão Barroso e Paulo Portas efectuou 2804 nomeações nos dois
primeiros anos de mandato. |
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| Enquanto
parceiro no governo Santana Lopes e Paulo Portas, o CDS-PP conseguiu a
célebre nomeação da sua ex-ministra Celeste Cardona para a
administração da Caixa Geral de Depósitos. |
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| Não se
pense, contudo, que estas nomeações são exclusivas dos partidos do
bloco central, PS e PSD. Sá Fernandes, vereador eleito para a Câmara
de Lisboa pelo Bloco de Esquerda, sem qualquer pelouro no anterior
executivo camarário, contratou 11 (onze) acessores,
dos quais nove
técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, auferindo
salários mensais entre 1530 euros e 2500 euros e isto para além dos
funcionários camarários já indigitados para seu apoio. |
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| Sempre
que há eleições o país assiste, impotente, à dança dos lugares pelos
militantes do partido vencedor. |
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| Há dois marcos na
história recente do ps que marcam a ascensão dos seus militantes
dentro do aparelho partidário e aos cargos governativos. |
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| O primeiro é a
administração do território de Macau, antes da sua entrega à China.
Nomeados pelo então presidente da republica, Mário Soares, socialistas
hoje destacados como Jorge Coelho, António Vitorino, Murteira Nabo,
Santos Ferreira e outros que formam o chamado “grupo de Macau”
começaram aí o assalto ao poder. |
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| O segundo é a
conquista da eleições pelo socialista António Guterres, em 1995, o do
célebre “jobs for the boys” e que, qual rato, viria a desertar e
abandonar o cargo em 2003, de livre vontade, por ser incapaz de
governar o país. Como prémio, imagine-se, arranjou um “tacho” como
alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados |
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| É preciso dizer algo
mais sobre este socialista? |
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| É curioso ler as
biografias dos dirigentes socialistas tendo estas marcas históricas
como referência e verificar a altura em que começaram a ser
protagonistas no teatro do poder. |
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| Dois exemplos bastam: |
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| Augusto Santos Silva,
ministro dos assuntos parlamentares |
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Clique aqui para ver o
currículo de Augusto Santos Silva |
| Vitalino Canas,
porta-voz da direcção nacional do PS |
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Clique aqui para ver o extraordinário e rico currículo
de Vitalino Canas |
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| Uma das falácias mais
usadas pela classe politica é que se não forem bem pagos ninguém se
interessará pelo desempenho dos cargos públicos. Para desmontar mais
uma mentira, nada melhor do que saber quanto ganham os nossos
“ilustres” deputados. |
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Os deputados ganham 3708 € de salário
base, o que corresponde a 50% do vencimento do PR. Os subsídios de
férias e de Natal são pagos em Junho e em Novembro e têm direito a10%
do salário para despesas de representação. Como também lhes são pagos
abonos de transporte entre a residência e São Bento uma vez por
semana, e por cada deslocação semanal ao círculo de eleição, um
deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais 2.000 €, além do
ordenado. |
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Por a Comunicação Social não ter dado
a dimensão que a noticia exigia, passou quase despercebida a polémica
à volta da declaração do jovem deputado do psd André Almeida (29 anos)
de que iria entregar 10% do seu vencimento a uma instituição de
solidariedade social do seu círculo eleitoral, Aveiro, por ter ficado
surpreendido com o que recebia e por “as ajudas de custo chegarem
perfeitamente para o que um deputado faz”. De imediato, logo os
políticos profissionais do seu partido, exigiram que se retratasse e
pedisse desculpa aos colegas de bancada. Teve então de ouvir o também
psd Agostinho Branquinho dizer-lhe que as suas “impensadas”
declarações à imprensa causaram danos que não desaparecem por se
desculpar, criticando ainda as «intervenções populistas» sobre as
condições remuneratórias dos deputados. |
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| Dizem eles que os
cargos políticos têm de ser bem remunerados para atrair os “melhores”.
Infelizmente o povo sabe bem que só acontece o contrário. São os
piores que vão para a política partidária pelos piores motivos e que
se atribuem depois exorbitantes vencimentos e mordomias, tudo à custa
do erário público. |
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Mas existe um outro conjunto de
benesses associadas à condição de representante do povo. |
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Clique aqui para ver a
lista completa das benesses que auferem os deputados |
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Os deputados têm direito de uso e
porte de arma e usam, sem custos, serviços postais, de
telecomunicações e de redes electrónicas. Moradores ou não em Lisboa
têm sempre uma justificação para receberem ajudas de custa ou de
transporte. |
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E que dizer da imunidade parlamentar? |
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Um deputado não pode
ser detido ou preso sem autorização da AR, salvo por crime punível com
pena de prisão superior a 3 anos e em flagrante delito. Indiciado por
despacho de pronúncia ou equivalente, a AR decidirá se deve ou não ser
suspenso para acompanhar o processo. |
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| Os militantes do
partido que está no governo sem lugar na Assembleia tomam então de
assalto tudo o que é lugar bem remunerado na administração do Estado
enquanto os mais influentes como Fernando Gomes, Murteira Nabo, Luís
Nazaré, Luís Penedo e afins, ocupam as presidências milionárias das
empresas públicas e isto para não falar já dos cargos pagos
principescamente no Banco de Portugal e respectivas mordomias.
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| Vencimento superior a
20 mil euros mensais, acesso a empréstimos com juros inferiores ao
praticado pelos bancos, carro com motorista,
uma reforma milionária
do Fundo de Pensões do Banco de Portugal
assim que completar um mandato de cinco anos, estes são apenas alguns
dos privilégios dos administradores e do seu governador, o socialista
Vítor Constâncio, o tal que tão bem defende a contenção
salarial e a reforma estrutural das negociações salariais. |
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| Mas o maior escândalo
a nível dos partidos é o dos ex “jotas”, militantes partidários que
constroem as suas carreiras na política desde muito novos, sem nunca
passarem pela sociedade real nem trabalharem (honestamente) um único
dia que seja. |
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| O caso mais aberrante
é o do social-democrata Carlos Coelho, actualmente deputado no
parlamento europeu. Tendo começado a sua carreira parlamentar apenas
com 19 anos, foi premiado aos trinta e poucos anos com uma avultada
pensão de reforma vitalícia a que junta agora, naturalmente, o salário
de parlamentar europeu. |
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| Outros exemplos há,
mas não tão escandalosos como, por exemplo, Telmo Correia, Nuno Melo e
Diogo Feio, todos do cds-pp, Jamila Madeira do ps, Bernardino Soares,
líder parlamentar do pcp, José Moura Soeiro do bloco de esquerda. Na
verdade, com maior ou menor expressão, a praga dos jotas existe em
todos os partidos. |
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| A escandaleira dos
lugares políticos não existe apenas a nível do poder central e do
governo já que o mesmo se passa nas autarquias. Basta olhar para as
listas de vereadores das câmaras municipais para verificar a
influência partidária. Vejam-se as nomeações feitas para o desempenho
dos cargos autárquicos onde o compadrio e as influências são
facilmente reconhecíveis. |
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| E que dizer do
financiamento ilegal dos partidos por parte das grandes empresas de
construção? |
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| Veio a lume que foi
uma construtora a pagar toda a mudança de imagem do PSD pelo que foi
condenada ao pagamento de pesada multa, assim como o seu administrador
e também o próprio partido. |
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| Ao fazê-lo,
naturalmente que a empresa espera ser beneficiada a nível das
contratações para obras publicas, contratada por valores exorbitantes
que servem, por um lado, para encher os bolsos dos administradores e,
por outro, para financiar os partidos. |
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| Mas será credível ver
os políticos escandalizados com isto, como se nunca tivessem estado
envolvidos nestas manigâncias? |
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| Claro que não e estas
noticias sobre o PSD só vieram mostrar o que toda a gente sabe, a
corrupção partidária que existe e que defrauda a economia do país. |
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| Em menor ou maior
escala, este financiamento ilegal existe em todos os partidos e nenhum
dos seus responsáveis é chamado a prestar contas à justiça.
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| Até porque,
protegidos por leis por eles próprios criadas, naturalmente que nunca
fazem nada de ilegal. |
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| Mesmo o partido
comunista, aparentemente a lutar contra o que chama o “grande
capital”, tem telhados de vidro. Para os comunistas a democracia deve
reduzir-se a um único partido, o seu, que comanda toda a sociedade,
seja a nível do poder central, seja autárquico e, pior ainda,
sindicatos, organizações populares, etc. O sistema de partido único
que, através da seus directores, tudo controla não é, decididamente,
um bom modelo a seguir. |
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| Todos os partidos têm
a mesma base doutrinária da cobrança de impostos, perspectiva medieval
em que os cidadãos comuns são forçados a pagar aos seus governantes,
os novos senhores feudais. Recebendo muito pouco em troca,
trabalhadores por conta de outrem e reformados são despojados de uma
parte substancial dos seus rendimentos para satisfazer os luxos de um
aparelho de estado desproporcionado, faustoso e despesista e a
ganância das clientelas partidárias. |
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| A tudo isto dizemos |
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BASTA! |